quinta-feira, 5 de julho de 2012

Leandro Castán evita falar em transferência

O zagueiro Leandro Castán só quer saber de festa. O defensor corinthiano ficou em estado de êxtase na comemoração do título inédito da Copa Libertadores da América. Para o zagueiro, a felicidade era sem tamanho:

"É difícil. Estou sem palavras. Queria dizer pro torcedor que esse time aqui é demais. Fico feliz em poder ter ajudado. Demos tudo".

Recentemente ligado a uma transferência para a Roma, da Itália, o zagueiro não quis falar do assunto e prometeu uma definição para sexta-feira:

"Não quero falar disso agora. Quero curtir a festa e sexta-feira a gente vai dar uma coletiva e explicar tudo".

Para finalizar, Castán ressaltou a dificuldade e a força da equipe nos enfrentamentos durante esta Libertadores:

"Pegamos os 6 melhores times da América e conseguimos esse título", encerrou.



Jorge Henrique exalta a força do grupo

Muito emocionado, o atacante Jorge Henrique foi um dos mais dedicados dentro de campo. O atacante, que se entregou em todas as jogadas e era dúvida para antes da partida exaltou a alegria e afirma que seu filho teve uma visão:

"Tem que chorar. Acho que nesse jogo eu nem sabia que ia jogar. Estou feliz. Recebi uma mensagem do meu filho: Papai você vai ser campeão".

Sobre o título, Jorge Henrique exaltou os momentos de dificuldade e a singularidade do grupo corinthiano, além da humildade dos companheiros junto da força da torcida.

"Com tudo que passei eu sei que mereço ser campeão. O grupo é humilde, não tem estrela. O reconhecimento do trabalho, a dificuldade e eles sempre estão apoiando. Não sei quantas horas para ir na Argentina de ônibus. A gente reconheceu o esforço deles e corremos por eles. Ganhamos invictos o campeonato, e de uma grande equipe".

Jorge encerrou dizendo que o título e de todos:

"É do grupo. Não somos um time, somos amigos. Essa amizade dentro de campo está dando certo".



Emerson: "Esses jogos tem a minha cara"

Herói da vitória do Corinthians sobre o Boca Juniors por 2 a 0, que deu o título inédito da Libertadores para o Timão, Emerson Sheik falou sobre tudo que se passou nas últimas horas antes da partida:

"A noite passada eu tava pensando o porque de eu estar aqui. O Corinthians tem mais de 100 anos e quantos jogadores passaram por aqui. Feras. Porque nós vamos ser os primeiros, e cara que bom, que bom estar aqui. Não é que bom fazer os gols, é que bom ser campeão. O torcedor só vê os jogos. A gente sabe a pressão que é vestir essa camisa, e é muito bom".


Sobre a sua consagração, Emerson fez questão de relembrar os momentos difíceis que o fizeram desambarcar no Pacaembu, quando saiu do Fluminense dispensado pela direção do clube carioca:

"O Andrés me trouxe num momento difícil. Eu fui afastado do Flu injustimente. Eu quero agradecer a ele, ao Tite e a todos o funcionários do clube por me receberem aqui".

Sobre o destino, Emerson exaltou a equipe, mas também se colocou no patamar de predestinado:

"Eu gosto desses jogos. No Fluminense foi assim, no Brasileiro do ano passado foi assim. Esses jogos tem a minha cara. Não é falta de humildade. Não tem herói nesse time, não tem estrela. Cada um tem a sua importância. A energia que a galera mandou de casa chegou aqui", finalizou Emerson.



Mario Gobbi: "É resultado de planejamento"

O mandátio do Corinthians, Mario Gobbi, foi o primeiro presidente a ser campeão da Libertadores pelo Corinthians e deixou o seu recado afirmando que esse título não foi conquistado na sua gestão, mas sim na continuação de um trabalho:

"Não foi a minha gestão. Foi a sequência de gestões. É um trabalho que não é do dia para noite. O trabalho começou em 2007. O imediatista come cru. Nós temos pés no chão, conhecimento e planejamento. Todos tem que ter paciência para compreender que tudo vem no momento certo".




É CAMPEÃO! Corinthians faz 2 a 0 no Boca Juniors e é o dono da América!

Uma noite para entrar para a história do Pacaembu. O Corinthians encarava o temido e traiçoeiro Boca Juniors na frente de sua fanática torcida. Um time valente, que jamais perdeu sua marca durante todo um campeonato. Muito menos nessa quarta-feira. Absoluto, o Timão fez 2 a 0 nos argentinos e comemorou o primeiro título da Copa Libertadores em sua centenária história. Émerson Sheik marcou os dois gols da glória alvinegra.

Jogo truncado no início

As duas equipes começaram a partida com muita vontade, se respeitando mutuamente e criando poucas chances. A garra se confundia com violência às vezes, mas nada que provocasse alguma confusão no gramado. O Corinthians pressionava e ocupava o campo do Boca, que se fechava e ainda saía para o jogo. Comandados por Riquelme, os argentinos conseguiam trocar passes com mais objetividade.

O primeiro lance de maior perigo começou com o próprio camisa 10: Mouche tabelou com ele e saía na cara de Cássio, mas a defesa alvinegra se recuperou a tempo. Por volta dos 13 minutos, Alex chutou de média distância e fez Orión trabalhar pela primeira vez, ainda que o chute tenha sido fraco. Emerson fez uma grande jogada pela direita, com direito a janelinha, e quase surpreendeu o adversário. A defesa se recuperou e evitou o pior.

Jogo perde fôlego

O Boca conseguiu desacelerar o ritmo intenso dos brasileiros na metade do primeiro tempo, tocando bola e fazendo o tempo passar. Com a bola, o Corinthians produzia menos, e seguia sem conseguir encontrar espaços na defesa xeneize. Por volta dos 30 minutos, o goleiro Orión sentiu uma dividida anterior e precisou ser substituído por Sosa. Quando testado, o suplente mostrou alguma falta de segurança, ainda que o adversário tivesse chegado pouco.

Alex e Santiago Silva deram chutes sem perigo, o que ilustrava bem o panorama da partida. Nem mesmo os cinco minutos de acréscimo dados por Wilmar Roldán conseguiram se traduzir em algum lance mais substancial.

A história vai sendo feita

Na volta para a segunda etapa os argentinos deram a impressão de estarem mais à vontade, tocando bola no ataque e propondo o jogo pela primeira vez. Mas o jogo seguia tenso. Tão difícil, que foi decidido em um lance de confusão na área. Falta cobrada por Alex no lado direito, Alessandro desviou no primeiro pau e a zaga afastou mal. Danilo tocou de calcanhar, Schiavi furou e a bola sobrou para Emerson. Cara-a-cara com Sosa, o predestinado não perdoou: Corinthians 1 a 0.

O gol sofrido, sem dúvida, tornou as ações mais interessantes. Precisando do gol, o Boca precisou abrir mão da catimba e sair de vez para o jogo, abrindo espaços generosos para o Timão. Alguns contragolpes permitiram que a equipe brasileira chegasse mais próxima do gol, mas ainda sem um lance claro.

Campeão da América!

A partida seguiu tensa, apesar da vantagem do Corinthians. Os argentinos iam com força ao ataque enquanto o Timão se segurava. Mas Emerson, de novo ele, deixou a taça ainda mais próxima do Parque São Jorge. O Boca saiu jogando mal e deixou o Sheik no mano-a-mano com Schiavi. Muito mais rápido, o corintiano passou voando pelo zagueiro, avançou área adentro e deslocou Sosa para fazer o segundo.

A festa tomou conta do Pacaembu já aos 25 minutos. O Timão seguiu fazendo o tempo passar para comemorar. Os Xeneizes, entregues, até tentavam alguma ação na frente, sem sucesso. A noite do dia 4 de julho entrava para a história. O Corinthians é campeão da Copa Libertadores da América pela primeira vez!

               


Herói da final da Liberta, Emerson Sheik desabafa: 'Dei a volta por cima'

LANCEPRESS!
Publicada em 05/07/2012 às 00:29
São Paulo (SP)

Herói da conquista do primeiro título da Libertadores da história do Corinthians, o atacante Emerson Sheik discursou de maneira emocionada após o duelo contra o Boca Juniors, nesta quarta-feira, no Pacaembu. Incrédulo com o feito, os dois gols marcados na final, deu um recado para seus críticos, aqueles que questionam seu profissionalismo.

– Hoje eu não vou chorar, eu já falei e pensei várias vezes... Muita gente não gosta de mim porque diz que eu não sou profissional. Mas estou muito feliz. Sou profissional. E hoje não vou chorar. Vocês erraram comigo. Sou campeão da Libertadores – declarou o camisa 11 alvinegro.

Veja os gols que deram o título da Libertadores ao Timão

Emerson citou como exemplo as críticas que recebeu quando foi dispensado do Fluminense, em maio do ano passado, durante a disputa da Copa Libertadores. Ele foi acusado pela diretoria do clube carioca de ter cantado o funk "Bonde do Mengão Sem Freio" na concentração antes do duelo com o Argentino Juniors, pela competição sul-americana.

- O Andrés (Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians) que me trouxe, no momento difícil da minha carreira, afastado injustamente do Fluminense e dei a volta por cima - desabafou.

O atacante também se rendeu ao Corinthians após a conquista. Segundo ele, não há como explicar a sensação de uma conquista como essa para a Fiel.

- Na noite passada eu estava pensando: Por que estou aqui? O Corinthians tem mais de 100 anos, tantos jogadores já passaram por aqui, todos feras, muitos caras bons. Perguntei a Deus: Por que nós? É bom demais estar aqui. Não é bom fazer os gols, bom é ser campeão por essa torcida, por esse clube, não tem preço - declarou o heroi da conquista.

No jogo, além dos dois gols, no segundo tempo, com frieza e grande técnica, Emerson chamou a responsabilidade. Bateu de frente com os argentinos e não tremeu, sendo visto em discussões ríspidas por diversas vezes.

O zagueiro Caruzzo foi o que mais sofreu com a postura de Sheik. Eles travaram alguns embates durante a partida, Sheik chegou a morder um dos dedos do argentino e deu a cara para bater, literalmente. Após um bate-boca entre os dois, o corintiano virou o rosto para o jogador do Boca e o esperou, encerrando a provocação com uma ironia de que não estava tremendo.



Corinthians ironiza o Boca em camisa do título

LANCEPRESS!
Publicada em 05/07/2012 às 00:45
São Paulo (SP)

O Corinthians resolveu provocar o Boca Juniors (ARG) após a conquista inédita da Copa Santander Libertadores. Uma das camisas comemorativas da conquista, desenvolvida pela Nike, vem estampada com a mensagem 'Cala Boca', referência à vitória sobre o rival argentino. O modelo já pode ser adquirido pelo site www.shoptimão.com.br e em sistema de pré-venda na loja oficial do clube. A peça citada sai por R$ 54,90 e faz parte de outros quatro modelos. Além da 'Contra tudo e contra todos', o Timão também lançou o modelo “Libertados” (por R$ 49,90) e “Autógrafo” (R$ 54,90), que conta com as assinaturas do time campeão invicto.