quarta-feira, 13 de março de 2013

Paulo André e Brunoro querem mais educação para os jogadores

13/03/2013 16:06:00

Zagueiro do Corinthians e diretor do Palmeiras defendem um maior grau de escolaridade dos atletas; formação é deixada de lado nas categorias de base.

Em debate realizado no programa Arena Sportv, tanto o defensor Paulo André quanto o dirigente José Carlos Brunoro concordaram que a falta de escolaridade dos jogadores de futebol dificulta a vida dos atletas em muitos aspectos, principalmente após o fim da carreira, geralmente curta.

"A minoria dos jogadores brasileiros é que têm condições de, quando parar de jogar, viver de renda. O resto vai ter que procurar outra profissão para trabalhar e poder sobreviver – afirmou Paulo André, zagueiro do Corinthians, um militante nas causas do profissionalismo no Brasil.

De acordo com recente estudo realizado pela XPro, entidade assistencial inglesa para ex-jogadores, que três em cada cinco atletas que atuaram na Premier League vão à falência depois de encerrarem a carreira. Para José Carlos Brunoro, diretor executivo do Palmeiras, o problema principal reside na falta de educação que os clubes deixam de dar para os jogadores, especialmente quando eles ainda atuam nas categorias de base.

"Na base, você não sabe se vai ser jogador. E aí você para de estudar, já é um problema para a sociedade. O menino sai dali e vai fazer o que? O estudo aí é fundamental, porque se ele for um jogador médio, que não vai ganhar muito dinheiro, poderá ter uma profissão, fazer faculdade de educação física, ser treinador, preparador, aproveitar esse estágio de atleta mesmo que não tenha sido um grande jogador. E hoje isso é muito mais fácil porque tem a educação à distância. Mesmo concentrado, o atleta pode estudar e depois seguir uma profissão", analisou o dirigente.

Além das questões de caráter pessoal, a falta de instrução também contruibui, de acordo com Bruno e Paulo André, para uma postura tímida e uma falta de voz da classe 'jogador de futebol', que poderia fazer bom proveito da exposição na mídia.

 "Acho que o atleta precisa se mostrar mais. O jogador vem de origem humilde, tem jogador que não quer dar entrevista. Mas é se mostrar no sentido de posicionamento, porque é formador de opinião. E o clube não pode se eximir disso. O jogador é imagem do clube", declarou Brunoro.

"Concordo. Não é se mostrar para aparecer, é passar bons valores, bons exemplos. Temos muito espaço na mídia. A gente consegue se comunicar com um grande público, especialmente com a juventude. Passar maiores ideias, mostra que temos opinião, somos humanos, erramos e acertamos e tentamos fazer sempre o melhor. Acho que um pouco do medo atleta de se expor é o temor da retaliação da torcida e da diretoria, que cobram resultados diários e que muitas vezes não entendem que em um jogo tudo pode acontecer, pode ganhar ou perder. O trabalho tem que ser bem feito e, se tudo correr bem, vai ganhar mais do que perder", finalizou o beque Alvinegro.



São Paulo é o estado que mais demitiu técnicos de futebol em 2013

São Paulo é o estado que mais demitiu técnicos no futebol brasileiro neste início de 2013. Levantamento feito a partir de 5 de janeiro mostra que 13 treinadores perderam o cargo na região.

Ao todo, em 2013, já foram demitidos 106 técnicos de futebol, nos últimos 66 dias. Uma média diária de 1,6 comandante sem o emprego.

Atrás de São Paulo, o Rio Grande do Norte ficou em segundo, com 10 demissões. O Rio Grande do Sul demitiu 9, ficando em terceiro na contagem. Apenas os estados de Roraima e Amapá, ambos no Norte do Brasil, não mandaram treinadores embora.

Confira a listagem completa dos técnicos demitidos no blog Pombo Sem Asa



Tite vê clima de mata-mata contra Tijuana e Millonarios

Tite no treino do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)Tite vê duelo desta quarta como decisão
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)

A partida contra o Tijuana, nesta quarta-feira, às 22h (horário de Brasília), no estádio do Pacaembu, representa apenas a quarta rodada da primeira fase da Taça Libertadores da América para o Corinthians. Porém, o caráter já é de decisão. Derrotado pelo time mexicano fora de casa, o Timão precisa dos três pontos para, nas contas do técnico Tite, ficar novamente em situação tranquila.

A previsão do comandante era conquistar quatro pontos nos confrontos com o Tijuana: os planos foram abaixo na última quarta-feira, no estádio Caliente, quando sua equipe perdeu por 1 a 0 e teve encerrada uma série de 16 jogos de invencibilidade na competição continental. Na opinião de Tite, a vitória nesta partida é tão essencial que o clima em torno dela é de “mata-mata”.

O treinador quer chegar à última rodada da primeira fase, quando o Corinthians enfrenta o San José, da Bolívia, no Pacaembu, com a vaga às oitavas de final encaminhada. Para isso, a intenção é conquistar três pontos não somente diante dos mexicanos, nesta quarta, mas também jogando na Colômbia, contra o Millonarios, no dia 3 de abril.

– Os jogos contra o Tijuana e contra o Millonarios têm essa característica, por eles serem os outros postulantes do grupo. O Tijuana abriu nove pontos, que é uma vantagem considerável, mas vai jogar duas partidas fora. Esse grupo é complicado. Altitude de um lado, viagem de 18 horas do outro... Tem um caráter de mata-mata – opinou.
 

(O jogo) tem um caráter de mata-mata"

Tite

O San José já é visto como “carta fora do baralho” por Tite, já que acumula apenas um ponto após três rodadas. Na próxima quinta-feira, a equipe boliviana fará sua primeira partida no estádio Jesús Bermúdez, em Oruro, desde a morte de Kevin Douglas Beltrán Espada, torcedor de 14 anos, vitimado por um sinalizador naval atirado por corintianos no confronto de estreia da Taça Libertadores, no dia 20 de fevereiro.

Embora não ultrapasse o Tijuana em caso de vitória, já que iria a sete pontos, enquanto os Xolos acumulam nove, o Corinthians asseguraria a segunda posição, dentro da zona de classificação, até a partida contra o Millonarios. Os colombianos, com três, enfrentam o San José na quinta-feira. Assim, o duelo direto resolveria a vaga nas oitavas de final.

Além de contar com a presença de sua torcida, que até a tarde de terça-feira já havia adquirido 30.500 ingressos para o confronto com o Tijuana, o Corinthians também confia no bom retrospecto contra mexicanos no estádio do Pacaembu: lá, a equipe já enfrentou Cruz Azul (duas vezes), América e Tigres, em edições passadas da Libertadores, e venceu todos os duelos.

Sem mistério, o Timão vai a campo nesta quarta-feira com a mesma escalação da semana passada: Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Renato Augusto; Alexandre Pato e Paolo Guerrero.

Clique e assista a vídeos do Corinthians



Corinthians x Tijuana: no reencontro com a torcida, o Coringão busca a revanche contra os mexicanos

13/03/2013 14:00:00

Torcida corintiana volta ao Pacaembu pela Libertadores após punição da Conmebol

  ESCALAÇÕES PROVÁVEIS

CORINTHIANS

Cássio
Alessandro, Paulo André, Gil, Fábio Santos
Paulinho, Ralf, Danilo, Renato Augusto
Alexandre Pato e Guerrero


TIJUANA

  
Victor,
Mortera, Gandolfi, Pablo Aguilar
,Núñez
Pellerano, Arce, Corona, Moreno
Martínez, Riascos

O Corinthians volta a jogar contra o Tijuana Xolos nesta quarta-feira. Na semana passada, no México, o jogo acabou em 1x0 para os mexicanos, terminando com uma série invicta de 16 jogos na Libertadores.

Com a melhor campanha da Libertadores junto com o Atlético-MG, com 100% de aproveitamento, o bom time do Tijuana certamente vai buscar manter a bela campanha intacta. O Timão vai contar com a força de sua torcida no Pacaembu para tentar passar pelos mexicanos.

O Corinthians vai ter que se cuidar com os atacantes do Tijuana. Fidel Martínez, o 'Neymar equatoriano', é um atacante de velocidade e com boa técnica. O jogador passou pelo Cruzeiro em 2008. Alessandro sofreu com os seus avanços no primeiro jogo.

Da mesma forma, Riascos fez Fábio Santos suar. Apesar de grandalhão, o centroavante tem boa finalização, técnica e velocidade, tornando-se muito perigoso às defesas adversárias. Além dos dois, o meio-campista Arce, da seleção mexicana, dono de passes e lançamentos precisos, é nome para ficar de olho.

Atual campeão do mundo, o Timão estará completo, com todos os seus titulares. A dupla Alexandre Pato e Paolo Guerrero também vai fazer a defesa do Tijuana precisar de atenção dupla.

 

Alexandre Pato foi a grande contratação do futebol brasileiro nesta temporada. Por ele, o Corintians pagou 15 milhões de euros ao Milan, da Itália. O atacante levantava muitas dúvidas sobre sua condição física, já que nos últimos anos sofreu com inúmeras e repetidas lesões.

Tanto Milan como Corinthians, à época da contratação, garantiram que o jogador nunca esteve tão bem. Em campo, ele tem demonstrado isso, correspondendo com gols e boas atuações com a camisa corintiana.

Amanhã ele chega ao seu 11º jogo consecutivo, sequência que não conseguia há muito tempo. Ontem, o jogador concedeu sua segunda entrevista coletiva desde que chegou a São Paulo, e afirmou: "A dor e o prazer andam juntos. Estou conseguindo jogar todos os jogos, dando meu máximo, tem coisas que há muito tempo não sentia. Estou muito feliz, trabalhando mais agilidade, potência, enquanto na Europa eu trabalhava mais a força. Estou muito feliz com todos os jogos que venho jogando. Ainda falta muito para atingir o meu máximo".

Ele ainda falou que tem expectativa de voltar à Seleção Brasileira: "Estou trabalhando muito, mas tenho de fazer bem aqui para voltar à Seleção. Não tem como não pensar na Seleção, é o objetivo de todos, mas antes preciso fazer um grande trabalho aqui".

Acompanhe Corinthians x Tijuana, pela quarta rodada do grupo 5 da Libertadores, em São Paulo, aqui no Goal.com! A transmissão começa às 21h50 e segue o confronto em tempo real. Fique ligado!



Em pouco mais de um mês, Pato atinge 25% de meta de jogos do ano

Pato Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians)Pato festeja sequência e proximidade de 'recorde'
(Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians)

Há cerca de 40 dias, no início de fevereiro, Alexandre Pato precisou de apenas três minutos e um toque na bola para mostrar que podia ser o que o Corinthians esperava quando pagou cerca de R$ 40 milhões por sua contratação - um gol contra o Oeste, em sua estreia. Agora, consolidado como titular do Timão e com menos desconfianças em relação ao seu passado de lesões, Pato vai atingir uma marca importante nesta quarta-feira, contra o Tijuana, às 22h (horário de Brasília), no Pacaembu, pela Taça Libertadores.

Com seu 11º jogo seguido, Pato já chega a 25% da marca estipulada para 2013. O departamento médico trabalha com o número de 44 jogos no ano, um a mais do que ele fez pelo Milan em 2008/09, seu recorde pessoal de partidas numa só temporada. O excesso de lesões impediu que ele pudesse atuar mais, e melhor.

Quando foi apresentado, em janeiro, Pato dizia que ficaria satisfeito se conseguisse uma boa sequência já no início da temporada. Não só conseguiu, mas também ganhou uma vaga entre os titulares e mandou Emerson Sheik para o banco de reservas. Mesmo assim, diz não ligar muito para a meta de jogos.

- Não tenho uma meta, quero jogar todas as partidas. Se os gols saírem, também vai ser importante - disse o atacante, em entrevista coletiva nesta terça-feira.

Não tenho meta. Quero jogar todas as partidas"

Pato

Com três gols nos dez primeiros jogos, ele mostrou que está com o “tanque cheio”. Contra o Ituano, por exemplo, foi um dos poucos titulares relacionados para o confronto do Campeonato Paulista. Entrou no segundo tempo e ajudou a equipe a vencer por 3 a 2, mesmo sem fazer gol.

Além disso, o departamento médico comemora o fato de Pato não ter tido qualquer problema de maior gravidade no período. O único susto foi no México, um dia antes do duelo contra o Tijuana. Após uma queda, no gramado sintético do estádio do Tijuana, o atacante sentiu o tornozelo, mas foi para o jogo e atuou nos 90 minutos. Adaptado, Pato comemora o primeiro passo de sucesso com a camisa alvinegra.

- Tive conversas com todo mundo antes de escolher o Corinthians, todos me ajudaram bastante. Você precisa jogar, pois a adaptação só vem com a sequência. Estou feliz e vou tentar fazer de tudo pelo time.

A primeira etapa de Pato envolveu até um detalhado exame genético. O resultado foi satisfatório, já que os testes mostraram que o atacante não tem qualquer predisposição a lesões. Com os genes mapeados e os dados traçados, coube ao departamento médico do Timão montar uma programação específica para ele retomar rapidamente seu ritmo. Agora, a maior preocupação é acelerar o entrosamento dele com Paolo Guerrero.

- Temos conversado bastante dentro dos jogos, combinando os movimentos que temos de fazer e o posicionamento. Está sendo bom - resumiu Pato.



PM conta com torcida e revela alerta do Timão sobre risco de reincidência

A atenção com a torcida do Corinthians será redobrada na noite desta quarta-feira, no Pacaembu, quando o Timão volta a jogar com público após ter atuado com portões fechados na última partida em casa pela Libertadores. A morte do menino Kevin Espada, atingido por um sinalizador, provocou a punição - suspensa na última quinta-feira - e resultou no aumento da fiscalização. A Polícia Militar conta com a colaboração do torcedor e ajuda da própria torcida caso alguém consiga entrar no estádio com o objeto (assista ao vídeo).   

- Muitas vezes, dentro da torcida, quando existe um torcedor que apresenta um tipo de postura, acende um sinalizador e é visualizado pelos próprios torcedores das organizadas, estes, de imediato, vão e tomam as devidas (medidas). Vão lá, conversam, tentam abafar, sumir com o sinalizador - afirmou o tenente Razuk, comandate da Polícia Militar.

No entanto, a intenção é evitar que que este tipo de artefato entre no estádio. A Conmebol vetou a utilização de fogos de artifício e afins no estádio, mas a proibição já não foi cumprida nesta terça-feira, na partida entre Caracas e Grêmio, quando torcedores venezuelanos utilizaram lança-chamas nas arquibancadas.

Torcida do Caracas leva lança chamas ao estádio contra o Grêmio (Foto: Reprodução SporTV)Torcida do Caracas ignorou proibição da Conmebol no jogo contra o Grêmio (Foto: Reprodução SporTV)

No caso do Corinthians, o descumprimento pode ser ainda mais grave pelo fato do sinalizador que atingou e matou o jovem boliviano ter partido da torcida do Timão. A preocupação é tanta que o departamento jurídico do clube participou de uma reunião com a Federação Paulista de Futebol, a Polícia Militar e as torcidas organizadas.

- Veio e solicitou a torcida que, caso o Corinthians tome nova punição com relação a sinalizadores dentro do estádio, essa punição vai ser séria. Hoje tem um agravante que é uma punição muito mais severa ao Corinthians no caso de reincidência deste tipo de sinalizador em estádio - alertou o tenente.

Segundo ele, a Polícia Militar está preparada para fiscalizar. O processo já acontecia antes, mas o episódio em Oruro fará com que a atenção seja especial no retorno da torcida corintiana ao Pacaembu.

-  Temos alguns policiais que ficam junto ao porte visualizando torcedores com condutas diversas das normais. Esses torcedores são retidos, é feita uma revista minuciosa e, muitas vezes, logramos eles em achar diversos materiais proibidos - explicou.

O Corinthians recebe o Tijuana, do México, às 22h, no Pacaembu. O SporTV transmite ao vivo.

Assista ao outros vídeos do "SporTV News"

Banner SporTV Premiere FC (Foto: SporTV.com)


Júnior Negão diz que seleção não é mais tão forte: 'Paramos no tempo'

O Brasil não vai mais ganhar fácil. Paramos no tempo. Nunca fizemos uma renovação"

Júnior Negão, técnico do Brasil

Recuperar a alegria e o espírito ofensivo, mesclando juventude e experiência, em busca de uma das três vagas para a Copa do Mundo de futebol de areia, que será realizada entre os dias 18 e 28 de setembro no Taiti. Essas eram as principais metas da seleção brasileira no início do ano. Uma das estratégias no processo de preparação é estimular a concorrência entre os jogadores. Júnior Negão já deu um exemplo da linha de trabalho no mês de janeiro, depois de assumir o comando da seleção e convocar mais de 30 atletas. Apesar da evolução, o técnico destaca que o Brasil precisa se adaptar a uma nova realidade. Ao contrário de antigamente, quando Negão atuava dentro de quadra, o time canarinho "não é mais tão espetacular" e terá que aprender a superar obstáculos pelo caminho. Ao lado de Junior, Zico, Edinho e Magal, Negão marcou a "época de ouro" do futebol de areia, uma geração valiosa e pioneira, que dominava o circuito mundial.

- O Brasil não vai mais ganhar fácil, temos que nos acostumar com a dificuldade. Aquela tranquilidade não existe mais. Paramos no tempo. Nunca fizemos uma renovação. Após o título mundial de 2009, o time já estava envelhecendo. Havia um grupinho fechado de 12 jogadores, o que inviabilizou a renovação no esporte. As camisas já vinham prontas com os nomes. Se houvesse alguma mudança, colocavam outro nome por cima - disse Negão, que revelou uma "panelinha" composta por jogadores que não perdiam o posto de titular.

Junior Negão técnico da seleção brasileira de futebol de areia (Foto: Ana Carolina Fontes)Ex-artilheiro da amarelinha, com 318 gols, Júnior Negão é o treinador da seleção (Foto: Ana Carolina Fontes)

Com uma nova filosofia, o time comandado por Júnior Negão conquistou dois títulos em 2013 (Copa América e Copa das Nações) e ficou com a medalha de bronze nas eliminatórias sul-americanas, carimbando o passaporte para o Mundial da Polinésia Francesa. O Brasil se reforçou com veteranos como o corintiano Buru, os vascaínos Jorginho e Bueno e os rubro-negros Benjamin e Daniel Zidane. Viu jovens como Anderson Wesley e Datinha se afirmarem, e o time passou a marcar mais gols. Apesar disso, a frágil defesa ainda é motivo de preocupação, assim como os novos adversários, que estão em um nível melhor que anos atrás.

- Os veteranos estão engasgados, perderam a última Copa do Mundo, na Itália (2011). O grande barato da Copa de 2013 é o equilíbrio. No meu tempo, tudo conspirava a nosso favor. Era uma geração espetacular, tínhamos uma estrutura profissional. Hoje, o Brasil não é mais tão espetacular, mas vamos treinar para voltar a ser e recuperar o título mundial. Atualmente, a  nossa defesa ainda está vulnerável. E as seleções melhoraram. Na Ásia, seis dos 16 técnicos são brasileiros. A Rússia é adversária do Brasil, mas Ucrânia e Espanha vêm fortes e Nigéria, Irã e Holanda podem surpreender.

A situação mais delicada pela qual o país passou foi nas eliminatórias sul-americanas, quando foi derrotado pelo Paraguai nas semifinais, perdendo a chance de carimbar automaticamente o passaporte para o Mundial. Foi o primeiro revés da seleção brasileira na história do torneio. A busca pelo sexto título foi adiada, mas a seleção ainda tinha a chance de brigar pela última vaga na disputa pelo bronze. Para alívio, a equipe arrancou a vitória sobre o Equador e garantiu a classificação.

A derrota para o Paraguai teve um lado bom. Serviu como motivação. A seleção esteve sempre atrás do placar, e a pressão que costumamos colocar nos nossos adversários caiu sobre nós. Temos que fechar a defesa. A partir do momento que atacamos, ficamos expostos, e o treino vai ajudar a minimizar os problemas"

Júnior Negão, técnico
da seleção brasileira

- O desempenho nas eliminatórias foi como o esperado. O Brasil voltou a fazer gols e a jogar como Brasil. Até a derrota para o Paraguai teve um lado bom. Serviu como motivação para treinarmos mais. Eu sempre falei que o jogo seria duro. Os paraguaios fizeram um primeiro tempo excelente e defenderam bem. A seleção esteve sempre atrás do placar, e a pressão que costumamos colocar nos nossos adversários caiu sobre nós. Falhamos muito e temos que fechar a nossa defesa. A partir do momento que atacamos, ficamos expostos, e o treino vai ajudar a minimizar os problemas - analisou Júnior Negão.

Berço do futebol de areia e maior celeiro de atletas do mundo, o Brasil demorou a iniciar o processo de renovação e pagou caro pelo retrocesso. O maior declínio ocorreu em 2011, quando foi superado nos principais torneios. A decepção maior se deu na Copa do Mundo, em Ravenna, na Itália. Após uma campanha irregular, a equipe canarinho foi goleada pela Rússia e deixou o sonho do penta escapar. Nas duas edições da Copa Intercontinental, o time europeu voltou a atravessar o caminho verde-amarelo, transformando-se no principal algoz dos brasileiros. A jornada no Taiti não será fácil. Além dos russos, os comandados por Júnior Negão terão pela frente fortes seleções como a Espanha, campeã das eliminatórias europeias, e a Argentina, que venceu a etapa classificatória na América do Sul.

- Vamos montar uma base, um grupo de 20 a 25 jogadores, e a nossa ideia é estimular a competitividade entre eles. Um time maduro e a garotada, Datinha, Eudim, Rafinha, Boquinha, Anderson Wesley, Marquinho, Anderson, Lucão, Mauricinho e Clayton (uma grata surpresa). Ninguém está garantido, nem mesmo os mais experientes. Para as eliminatórias, escolhi os 12 jogadores que treinaram melhor. Vou tentar ser o mais justo possível. Os atletas precisam voltar a ter confiança, controlar a ansiedade e não ser tão afobado. Não podemos atacar desenfreadamente sem deixar ninguém na retaguarda.

Sem a definição de torneios até a Copa do Mundo, Negão planeja realizar amistosos contra Argentina, Paraguai e seleções estaduais, como a maranhense e a capixaba.

Datinha seleção brasileira de futebol de areia (Foto: Maurício Val)Em um dos treinos do início da temporada, Datinha aplica bicicleta, e Anderson observa (Foto: Maurício Val)