sábado, 24 de novembro de 2012

Gobbi se irrita para reforçar que não cede Tite à Seleção Brasileira

Tite ganhou status de intocável no Corinthians. A ponto de Mário Gobbi, presidente do clube, exaltar-se bastante ao enfatizar que não cederá o treinador para a Seleção Brasileira, agora sem o comando do demitido Mano Menezes.

"Pela milésima vez: não há risco de o Corinthians perder o Tite. Existe um contrato em vigor até dezembro de 2013. Parem de manter vivo algo que é morto. O Tite vai ficar no Corinthians. Tenho dito. O assunto está encerrado. O resto é estelionato", bradou Gobbi, enfezado.

Na sexta-feira, o diretor de futebol Roberto de Andrade já havia garantido a permanência de Tite no Corinthians. O treinador nem sequer concedeu a entrevista coletiva que estava prevista para o dia, para ser preservado de indagações sobre a possibilidade de suceder Mano Menezes.

Mano era o comandante do Corinthians antes de assumir a Seleção Brasileira. Na ocasião, o então presidente Andrés Sanchez não dificultou a saída do técnico para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Desta vez, até os jogadores fazem coro pela manutenção do treinador que conduziu o Corinthians ao título da Copa Libertadores da América. "A gente tem um carinho muito especial pelo Tite", disse o atacante Emerson, antes de fazer uma ressalva. "Mas não cabe aos atletas dizerem nada sobre isso."



Ficha técnica: Corinthians 1 x 1 Santos

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 1 SANTOS

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 24 de novembro de 2012, sábado
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Daniel Paulo Ziolli (ambos de SP)
Público: 34.171 pagantes (total de 36.482)
Renda: R$ 1.157.591,00
Cartões amarelos: Romarinho (Corinthians); Victor Andrade e André (Santos)
Gols: CORINTHIANS: Wallace, aos 34 minutos do segundo tempo; SANTOS: Felipe Anderson, aos 35 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Wallace, Paulo André e Guilherme Andrade (Jorge Henrique); Anderson Polga (Guilherme), Edenílson e Danilo; Emerson, Guerrero e Romarinho
Técnico: Tite

SANTOS: Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Henrique, Arouca, Felipe Anderson (Gerson Magrão) e Patito Rodríguez (Adriano); Victor Andrade e André
Técnico: Muricy Ramalho



Corinthians arranca empate com o Santos em noite de festa

O Corinthians preparou uma grande festa para o clássico contra o Santos, neste sábado. O Pacaembu foi decorado com diversas referências à cultura do Japão, onde será disputado o Mundial de Clubes em dezembro, e virou palco de homenagens para Emerson Sheik (eleito o melhor jogador da última Copa Libertadores da América) e para alguns dos campeões mundiais de 2000. Dentro de campo, o empate por 1 a 1 também alegrou a torcida corintiana.

Sem os seus jogadores que defenderam a Seleção Brasileira no Superclássico das Américas, o Corinthians encontrou dificuldades para se organizar taticamente em campo. O Santos, mesmo sem o astro Neymar (suspenso), aproveitou para abrir o placar com Felipe Anderson no primeiro tempo. No segundo, o zagueiro Wallace acabou com a angústia do público corintiano ao cabecear para a rede e igualar o marcador.

Foi o penúltimo jogo do Corinthians antes da participação no Mundial de Clubes. Com 57 pontos ganhos e sem nenhuma aspiração no Campeonato Brasileiro, a equipe dirigida por Tite tem outro clássico para disputar na rodada final. A partida contra o São Paulo está marcada para as 17 horas (de Brasília), também no Pacaembu.

O Santos também disputará um clássico para encerrar a temporada do seu centenário. Será contra o rebaixado Palmeiras, mas às 19h30 de sábado, na Vila Belmiro. A equipe de Muricy Ramalho totaliza 50 pontos na tabela de classificação nacional.

O jogo - Era difícil para o Corinthians se concentrar exclusivamente no clássico contra o Santos. Antes de a partida começar, houve até uma apresentação de taiko (tambores japoneses) para os torcedores se ambientarem ao Mundial de Clubes do Japão. Nas arquibancadas do Pacaembu, diversas faixas e bandeiras também faziam referência ao país asiático a duas rodadas do término do Campeonato Brasileiro.

Já o técnico Tite usava justamente o Mundial para se dizer focado no Corinthians, e não na vaga de emprego aberta na Seleção Brasileira a partir da demissão de Mano Menezes. Ele ouviu gritos de "fica" e uma série de perguntas sobre o assunto quando subiu no gramado. Minutos antes, o atacante Emerson recebeu o prêmio por ter sido o melhor jogador da última Copa Libertadores da América.

Apesar das inúmeras distrações, o Corinthians foi melhor nos primeiros minutos de jogo contra o Santos. O meia Danilo, que não costuma aparecer muito para a torcida, empolgou o público que ainda comemorava o rebaixamento do rival Palmeiras à Série B com fintas de um lado a outro do campo. Romarinho e Emerson, com velocidade, reforçaram o perigo à defesa adversária.

Aos seis minutos, o Corinthians teve a sua primeira grande oportunidade de abrir o placar. O volante Edenílson se inspirou no poupado Paulinho para desarmar Felipe Anderson, carregar a bola com categoria para o ataque e fazer ótimo lançamento para Guerrero. O centroavante peruano teve calma para concluir, porém acertou o lado de fora da rede.

Com o passar do tempo, o Santos controlou o ímpeto inicial do Corinthians. A equipe visitante começou a se acertar à medida que o meio-campista Arouca discutia bastante com Paulo André e Emerson. Por sua vez, Muricy Ramalho gritava ainda mais com o jovem Victor Andrade, que não respeitava a função atribuída pelo treinador - embora Patito Rodríguez errasse tanto quanto.

Aos 35 minutos, Arouca, Muricy, Victor Andrade, Patito e todos os outros santistas berraram juntos no Pacaembu - mas de alegria. Felipe Anderson partiu para cima da marcação de Guilherme Andrade, tabelou com André e chutou no contrapé de Cássio para estufar a rede. De imediato, a torcida do Corinthians recobrou a cantoria do princípio da partida para acordar a sua equipe.

A disposição do Corinthians também ficou ainda maior. Emerson e seus companheiros, por exemplo, recusaram-se a devolver a bola para o Santos após o goleiro Rafael chutar para fora para receber atendimento médico. A falta de fair playdo Sheik, que havia abraçado Muricy Ramalho e alguns reservas do Santos à beira do campo minutos antes, serviu para irritar Arouca novamente.

No intervalo, no entanto, a torcida do Corinthians voltou a esquecer o clássico. Era o momento de provocar os santistas com gritos de "7 a 1" e de campeão da última Libertadores. Também foi a hora de reverenciar alguns dos jogadores que ganharam o título mundial de 2000 pelo clube. Com os desafetos Marcelinho e Ricardinho lado a lado, eles desfilaram ao redor do Pacaembu ao som de (outra vez) tambores japoneses.

Sem fazer alterações para o início do segundo tempo, Tite esperava que Emerson e Guerrero adquirissem um entrosamento tão bom quanto já foi o de Marcelinho e Ricardinho. A dupla de atacantes jamais atuara junta antes deste fim de semana. Para os jogadores do Santos, que nem se lembravam mais da ausência do astro Neymar, a ordem de Muricy Ramalho era manter a consistência da primeira etapa.

Aos oito minutos, Emerson teve uma grande oportunidade de deixar os santistas um pouco mais preocupados. Guilherme Andrade fez bom cruzamento da esquerda, e o Sheik ficou livre de marcação depois da descoordenada linha de impedimento rival. Mas isolou a bola. Passado o erro, Tite não aguardou mais para trocar o volante (mal) improvisado Anderson Polga por Guilherme.

Como o Corinthians não deu sinais de melhora significativa - a não ser por um drible de efeito de Edenílson, que colocou a bola entre as pernas de seu marcador -, alguns torcedores começaram a cobrar a entrada também de Jorge Henrique. Tite atendeu, e o atacante substituiu Guilherme Andrade aos 29 minutos. Pouco antes, Muricy havia reforçado o sistema defensivo do Santos com Adriano no lugar de Patito.

A torcida estava certa ao pedir Jorge Henrique. Foi o atacante quem cobrou a falta, aos 34 minutos, que culminou no muito comemorado gol de cabeça de Paulo André. Em seguida, ele se virou para a arquibancada, sorriu e abraçou Tite. O gol fez o Corinthians e principalmente seus torcedores redobrarem a pressão sobre o Santos. Com Gerson Magrão na vaga de Felipe Anderson, Muricy Ramalho conteve a empolgação do rival e segurou um empate que não desagradou a ninguém.



Emerson recebe o prêmio de melhor da Libertadores e já prevê o bi

O clássico contra o Santos não era o único compromisso do atacante Emerson neste sábado. Cerca de uma hora antes da partida, na área de imprensa do Pacaembu, o Sheik recebeu o prêmio de melhor jogador da última Copa Libertadores da América. E já previu a conquista do bicampeonato com o Corinthians.

"O Corinthians é muito grande para se contentar com uma Libertadores apenas. Torço para levantar mais um caneco com o clube. Se por ventura eu parar de jogar antes disso, ficarei na torcida para o título chegar mais vezes", sorriu Emerson, autor de dois gols na decisão continental contra o Boca Juniors.

Apesar de satisfeito e bem-humorado com o seu prêmio, o Sheik foi político ao se pronunciar diante de dirigentes do Corinthians. "A gente tem dito que não houve nenhuma estrela na Libertadores. É lógico que fico extremamente feliz com essa indicação, mas seria injusto não dividir os méritos com o resto da equipe, com a comissão técnica e com a diretoria", discursou.

A divisão proposta por Emerson não se resume às palavras. "Como também é de costume, todas as premiações que ganho são repartidas com funcionários ou servem para presentear alguma instituição de caridade. Ainda vou ver o que é melhor fazer com o prêmio", afirmou.

Antes de disputar mais uma Libertadores com o Corinthians, o atacante tentará ser novamente decisivo em outra competição: o Mundial de Clubes de dezembro. "Estamos muito motivados para encarar os últimos dois jogos do Campeonato Brasileiro e viajar para o Japão para trazer, quem sabe, mais um caneco", almejou Emerson Sheik.



Jogadores do Corinthians exibem chuteiras personalizadas do Mundial

Preparando-se para o Mundial de Clubes da Fifa, marcado para este mês de dezembro, no Japão, alguns jogadores do Corinthians poderão mostrar os seus cartões de visitas pelos pés: a Nike, fornecedora de material esportivo do clube, personalizou chuteiras dos atletas com os seus nomes.

O goleiro Cássio, por exemplo, terá nas luvas a inscrição "M.T.E.", fazendo alusão aos nomes da mãe, irmã e irmão, Maria, Taís e Eduardo, respectivamente. Além disto, o arqueiro do Timão também terá o seu nome inscrito nos calçados.

Já o zagueiro Paulo André e o lateral Fábio Santos terão as iniciais P e F, nesta sequência, grafadas da forma Ocidental, mas os sobrenomes André e Santos em japonês. Enquanto isto, o lateral Alessandro, os volantes Paulinho e Edenílson, os meias Douglas, Romarinho e Giovanni e o atacante Paolo Guerrero também verão seus nomes inscritos nas chuteiras.



Sanfrecce conquista o Japonês e entra no caminho do Timão no Mundial

Na manhã deste sábado, o time do Corinthians conheceu mais um possível adversário no Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado neste mês de dezembro, no Japão: o Sanfrecce Hiroshima, após goleada sobre o Cerezo Osaka, conquistou o Campeonato Japonês. Com o título, a equipe ganha o direito de representar o país-sede na competição.

Mas, antes de enfrentar o Timão nas semifinais do Mundial, o Sanfrecce terá que passar pelo Auckland City, da Austrália, e pelo Al-Ahly, do Egito. Já do outro lado da chave, Ulsan Hyundai, da Coréia do Sul, e Monterrey, do México, duelam nas quartas de final, tentando alcançar o Chelsea, da Inglaterra, garantido nas semis.

Fundado em 1938, o Sanfrecce Hiroshima tem pouca tradição no futebol japonês. Este foi o primeiro título de expressão de sua história, que contava com apenas um vice-campeonato do Nacional, em 1994. Pelo time, passaram alguns brasileiros, como César Sampaio: o ex-volante e hoje diretor de futebol do Palmeiras atuou pelo Sanfrecce entre 2003 e 2004.



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