terça-feira, 3 de julho de 2012

Chicão responde críticas de Rincón: 'O melhor é ser campeão da Libertadores'

Felipe Bolguese
Publicada em 03/07/2012 às 16:31
São Paulo (SP)

O ex-volante e capitão do Corinthians, Rincón, detonou a equipe de Tite. Para ele, é muito defensiva, lembrando o Once Caldas campeão da Libertadores de 2004, símbolo de retranca no futebol sul-americano.

O zagueiro Chicão discorda. Para ele, ser eficiente e ter a chance de conquistar o inédito título da Libertadores é mais importante do que qualquer forma de jogo.

- Cada um tem sua opinião. Respeito a opinião dele, ele foi o capitão do Corinthians por muito tempo. Eu prefiro estar jogando do jeito que a gente está e ser campeão, do que ter um time com vários astros e não conquistar o título. O time que faz história é o que conquista título. Um exemplo: A Seleção Brasileira de 1982, que falam muito, a melhor Seleção que existiu, não conquistou nada. Nem sempre ter grandes jogadores na equipe é sinônimo de títulos. A Espanha tem grandes jogadores, mas não tem um Messi, por exemplo. Todos são bons, jogam simples, e estão fazendo por onde, merecendo tudo o que estão ganhando - afirmou o camisa 3 alvinegro, ao LANCENET!.

Chicão é um dos líderes do Corinthians e sonha em ser o capitão na decisão desta quarta-feira, diante do Boca Juniors (ARG), no Pacaembu, para ter a chance de levantar a tão sonhada taça. Para ele, apesar da postura defensiva na Bombonera, o Timão deve ter mais atitude no próximo duelo.

- O Corinthians tem de jogar como sempre jogou. Em casa tem de agredir, procurar marcar em cima, procurar jogar futebol. Claro que a gente vai agredir mais do que na Argentina. Na ida, o Boca jogava em casa, com a torcida empurrando, é natural e automático eles saírem mais do que a gente. Mas também não podemos entrar na euforia, querer atacar de qualquer jeito. Temos o nosso sistema de jogo e vamos colocá-lo em prática. Não tenho dúvida de que fazendo isso vamos conquistar o título. Ninguém ganha jogo dando entrevista, vamos ganhar lá no campo - ressaltou.



Chicão agradece apoio da Fiel para ser o capitão da decisão contra o Boca

Felipe Bolguese
Publicada em 03/07/2012 às 15:12
São Paulo (SP)

No Corinthians desde 2008, Chicão é o titular mais antigo da equipe, ao lado de Alessandro. Após participar da reconstrução do clube, na Série B, sonha em poder levantar a taça da Copa Santander Libertadores.

Tite ainda não decidiu que será o dono da tarja. Na temporada, tem feito um revezamento entre os atletas. A tendência é que a escolha fique entre o lateral-direito Alessandro e o meia Danilo. No entanto, Chicão é o preferido da Fiel. Em enquete realizada pelo LANCENET! na última segunda, com todos os titulares participando, ele ficou com mais da metade dos votos: 52,3%.

- Fiquei muito feliz com esse reconhecimento do torcedor. Ele reconhece tudo que fiz pelo clube, e sempre vou querer estar fazendo mais. É um clube que me deu tudo que tenho hoje, o carinho que tenho é enorme. Quem vai decidir é o Tite, independentemente de quem for, estará bem representado - disse Chicão, ao LNET!.

Chicão herdou a faixa de capitão após as saídas de Ronaldo e Roberto Carlos, no início do ano passado. Em setembro, no entanto, teve uma virada negativa na carreira. Foi barrado do time titular e, às vésperas de um clássico contra o São Paulo, decidiu deixar a concentração, por questões emocionais. Desde então deixou a condição de capitão.

Neste ano, com as lesões de Paulo André e Wallace, ele retomou a condição de titular e não saiu mais. Em grande fase, ao lado de Leandro Castán, tem ajudado o setor defensivo a ser um dos melhores da história da Libertadores, com apenas quatro gols sofridos em 13 partidas.

- Eu ficaria muito feliz de poder levantar a taça, ser o capitão. Mas mais feliz de ajudar o grupo, estar do lado de todos. Dentro de campo são vários capitães, cada um com um jeito de cobrar, falar, ajudar. Eu ficaria muito feliz, mas o treinador vai escolher e a faixa estará muito bem representada, não importa quem seja - finalizou.



Tite ignora histórico na final: 'Se fosse pela mística, estaríamos fora'

O Boca Juniors se apega à sua história na Taça Libertadores para acreditar na conquista de mais um título. Em nove decisões do maior torneio sul-americano, os argentinos saíram de campo campeões seis vezes. Mas, para o técnico Tite, todo o histórico, favorável ou contra, não pode ser levado em conta pelo Corinthians.

– Se fosse pela mística, nós estaríamos fora. Todo mundo fala que o Corinthians não vai bem em Libertadores. Desde o primeiro jogo estou ouvindo isso. Mística e experiência são feitas mais pelas pessoas, pela mentalidade dos atletas, pela equipe, pelo técnico, do que pela camisa. Se fosse pela camiseta, o Corinthians nunca teria caído ou o Boca nunca correria risco de descenso.

Os números, aliás, são favoráveis ao Boca. Enquanto o Timão passou décadas convivendo com as provocações dos adversários por não ter um título sul-americano, os argentinos possuem um histórico impressionante, principalmente quando do outro lado do campo está um time brasileiro.

Tite no treino do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)Tite, em treino do Corinthians no CT Joaquim Grava (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)

Em quatro decisões fora de casa, a equipe de Buenos Aires ficou com a taça em três: 2000 contra o Palmeiras, 2003 diante do Santos e 2007 frente ao Grêmio – em 77, bateu o Cruzeiro no terceiro jogo, disputado em campo neutro. Em 2004, porém, acabou em segundo ao ser batido pelo Once Caldas, na Colômbia.

Assim como aconteceu diante do Tricolor gaúcho, a grande aposta dos argentinos para levar mais uma taça para a Bombonera é Riquelme. O meio-campista é o “dono” do time e a grande esperança do técnico Julio César Falcioni de estragar a tão sonhada festa dos corintianos. Tite, contudo, quer atenção com todos.

– Precisamos ter cuidado com o Riquelme, sim. Ele tem qualidade, é o cérebro, o jogador da assistência, da bola parada. Mas o Boca chega por um conjunto bom e não por um jogador. A equipe tem de estar preparada para o Boca e não para um jogador só. Assim como aconteceu contra o Neymar. O time tem que ser solidário e abraçar a causa junto.

Depois do empate por 1 a 1 na Bombonera, Corinthians e Boca Juniors precisam vencer para decidir quem ficará com o título, nesta quarta-feira, a partir das 21h50m, no Pacaembu. Em caso de uma nova igualdade, seja por qualquer contagem, a decisão irá para 30 minutos de prorrogação. Persistindo, a disputa será nos pênaltis. A Rede Globo transmite a partida ao vivo para todo Brasil, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.

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Entre veteranos, Tcheco aparece nas primeiras posições do Armandão

Tcheco comemora gol do Coritiba (Foto: Divulgação / Coritiba)Após bom jogo, Tcheco figura no top 5 do Armandão
(Foto: Divulgação / Coritiba)

A classificação do Coritiba para a decisão na Copa do Brasil adiou a aposentadoria do meia Tcheco, antes prevista para abril. Sorte dos torcedores coxa-branca, que continuam a ver o veterano de 36 anos em campo, desfilando toda sua categoria. Se o resultado da partida de domingo (derrota para o Sport no Couto Pereira por 3 a 2, de virada) gerou vaias das arquibancadas, o mesmo não se pode dizer da atuação do meia alviverde. Com passes precisos, ele participou dos dois gols do time paranaense, dando passe para o primeiro e marcando o segundo. Assim, ele alcançou nota 7,5, entrou para a seleção da sétima rodada e atingiu a segunda melhor média geral no Troféu Armando Nogueira (com base nas avaliações dos comentaristas do SporTV e jornalistas do GLOBOESPORTE.COM).

A liderança do "Armandão" continua nas mãos - ou nos pés - de outro meia veterano. Deco, do Fluminense, teve mais uma boa atuação e recebeu nota 7 ao dar uma assistência para um dos gols de Samuel na vitória do Fluminense sobre o Náutico por 2 a 0. O camisa 20 tricolor ainda abriu um pouco mais a vantagem sobre os rivais. Juninho Pernambucano, que vinha na cola do Mago, teve atuação discreta na vitória sobre a Ponte Preta e, com isso, teve a média reduzida, se mantendo na vice-liderança pelo número de partidas disputadas no Campeonato Brasileiro. Outros integrantes dos top 5, Werley e Dátolo se beneficiaram, de certa forma, de não terem atuado na rodada. O zagueiro do Grêmio ficou fora da derrota para o Atlético-MG e manteve a boa média. Lesionado sem previsão de volta, o meia argentino do Internacional pode deixar o ranking do Troféu Armando Nogueira caso não atue no próximo fim de semana. Isso porque, tendo entrado em campo apenas três vezes, ele não terá o limite mínimo de jogos, que é de 40%.

Com atuação brilhante no sábado, Diego Cavalieri foi o primeiro goleiro a ser eleito o craque da rodada no Troféu Armando Nogueira 2012. Com nota 9, o guarda-meta tricolor teve participação decisiva no resultado fora de casa, que colocou o Fluminense em terceiro lugar, a um ponto do líder do Brasileirão. Com tudo isso, sua média subiu para 6,63, colocando-o em franca disputa pela posição com Jefferson, do Botafogo, que esteve de folga na rodada graças ao adiamento da partida contra o Corinthians, que está na final da Libertadores. Correndo por fora está Paulo Victor, do Flamengo. Apesar dos dois gols sofridos pelo Atlético-GO, o goleiro teve boa atuação e se mantém na briga pela liderança do setor.

Na lateral-direita, destaque para Luís Ricardo, da Portuguesa, que já figura na terceira posição. O jogador da Lusa tem mantido a regularidade de suas atuações e já encosta nos líderes Ayrton, do Coritiba, e Lucas, do Botafogo, que não estiveram em campo no último fim de semana. Pelo lado esquerdo, Guilherme Santos, do Figueirense, fez um belo cruzamento para o golaço de bicicleta de Julio Cesar diante do Palmeiras. Com isso, não só figurou na seleção da rodada, como assumiu a liderança de sua posição na parcial do Armandão. João Paulo, da Ponte Preta, é outro que mantém a média de atuções e está próximo do primeiro colocado, com diferença de menos do que um décimo.

O confronto entre Grêmio e Atlético-MG tinha tudo para marcar o duelo entre os zagueiros titulares do Troféu Armando Nogueira. No entanto, Werley e Réver foram desfalques de suas equipes e mantiveram as médias, que garantiu ambos nas primeiras colocações do setor. Já a atuação de Rafael Donato, do Cruzeiro, que marcou os dois gols do time celeste na derrota por 3 a 2 para o São Paulo, o levou não só a seleção da rodada, como também ao terceiro lugar da parcial do Armandão, empatado com Edu Dracena, do Santos. A dupla de volantes é formada por Souza, do Grêmio, e Casemiro, do São Paulo. O primeiro manteve a regularidade das atuações para garantir a liderança, com 6,55. Já o jogador do time paulista ficou no banco e manteve a média de 6,5.

A experiência parece ser o diferencial para os jogadores de meio-campo que tem se destacado no Brasileirão 2012. Com média de 7,55, Deco é líder absoluto não só da posição como também de todo o campeonato. Depois, aparecem Tcheco e Juninho que, com média 7, tem feito gols e passes decisivos para suas equipes. No ataque, Wellington Nem assumiu o primeiro lugar após ter boa atuação contra o Náutico. Julio Cesar, do Figueirense, que marcou um golaço de bicicleta na partida contra o Palmeiras, recebeu boa nota dos avaliadores na sétima rodada e completa o setor, com média 6,67.

Parcial do Armandão 02/07 (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)

É importante ressaltar que cada craque da rodada recebe um bônus de 0,05 somado à sua média geral. Para um jogador entrar na seleção parcial do campeonato é preciso que tenha disputado, ao menos, 40% das partidas da sua equipe no Brasileirão. A seleção do campeonato é montada após a apuração das médias de todos os jogadores da Série A. O Troféu Armando Nogueira não tem nenhuma relação com a pontuação dos atletas no Cartola FC.



Brasil Afora: adversário do Timão na Libertadores tem xará em Sergipe

Quem não é corintiano corneta: 'o Boca é o Brasil na final da Libertadores'! A frase representa muito mais o anti-corintianismo dos rivais do que propriamente simpatia pelo futebol argentino. Mas isso não significa que o time do craque Riquelme não tenha seus admiradores em solo brasileiro. Em Sergipe, o apreço pelo Boca Juniors fez com que um grupo de amigos criasse o Boca Júnior, versão aportuguesada para homenagear a tradicional equipe argentina.

Um dos fundadores, Gilson Behar, hoje presidente do time, é tão apaixonado pelo Boca que acabou batizando o filho com o nome do maior ídolo do clube na atualidade. Riquelme Miguel da Silva Santos tem nove anos e dá os primeiros toques na bola. O garoto sonha ser um jogador e futebol e seguir os passos do xará famoso.

Presidente batizou o filho com o nome de Riquelme (Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM)Presidente batizou o filho com o nome de Riquelme (Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM)

- Se tiver a habilidade do Riquelme estará de bom tamanho. Espero muito que ele possa realizar esse sonho que é meu e dele. Primeiro defenderia o nosso time, depois partiria para grandes equipes, quem sabe até para o Boca argentino - disse o pai.

O Boca Júnior nasceu em 1993 como escolinha de futebol, na cidade de Cristinápolis, distante 115 km de Aracaju. O currículo recheado de títulos do time argentino, a festa que os apaixonados torcedores faziam na Bombonera e a idolatria por Maradona acabaram motivando a homenagem. O time usa o nome e as mesmas cores do 'hermano rico', porém o escudo é diferente.

- Quando nos profissionalizamos, a CBF nos orientou a mudar pelo menos o escudo do time, pois seria complicado registrar-nos 100% igual ao time argentino. Por isso mudamos só o escudo, no mais seguimos toda a linha do Boca - comentou o mandatário do clube.

Escudo do Boca sergipano é diferente do original (Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM)Escudo do Boca sergipano é diferente do original
(Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM)

A profissionalização veio somente em 2004. Com ela uma ascensão meteórica. Logo no primeiro ano a equipe conquistou o título da Série A-2 do estado. Em 2007, obteve outra conquista da segundona. Mesmo sem títulos, a equipe realizou boas campanhas na elite do Campeonato Sergipano, mas desde a queda em 2008, não conseguiu mais voltar para a 1ª divisão.

Em 2012, o Boca Júnior tentará mais uma vez o acesso. O elenco está sendo formado para a disputa da segundona, prevista para começar no mês de setembro. É desejo da diretoria reforçar o grupo com dois jogadores argentinos: um meia e um atacante, que seriam emprestados pelo Argentino Juniors. Eles estão apalavrados com o time e devem chegar nas próximas semanas.

Zagueiro atuou por genéricos

Um dos grandes reforços do time para a 2ª divisão do Sergipano é o experiente zagueiro Denis Clay. O jogador já defendeu as camisas de Corinthians e Boca. Não as dos finalistas da Libertadores, mas a dos genéricos do Nordeste brasileiro.

Após ter defendido o Boca Júnior por algumas temporadas, Denis retornou para tentar ajudar o time a subir de divisão. Antes disso, em suas andanças pelo mundo da bola, chegou a jogar no Corinthians Alagoano.

- Tive a felicidade de passar pelos dois genéricos dos finalistas da Libertadores. Neste duelo, a minha preferência é o Boca Júnior, pois aqui vivi anos momentos valiosos na minha carreira e pude contar com o carinho dos torcedores e da diretoria. Apesar de gostar do Corinthians Alagoano, meu coração bate mais forte pelo Boca. Mas na final da Libertadores com certeza vou torcer pelo Corinthians. É time brasileiro e a gente tem que apoiar - disse o zagueiro.

Cauê deve ser o novo reforço do Sergipe (Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM)Cauê foi revelado pelo Corinthians
(Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM)

No meio de campo, um outro jogador que vive experiência semelhante. Cauê é paulista e foi formado nas categorias de base do Corinthians. Sem vingar no time profissional, foi para o futebol nordestino. Jogou a 2ª divisão do Campeonato Baiano pelo Galícia e vai defender o Boca na Série A-2.

- Seria um ano perfeito para mim. Ver o time que me revelou campeão da Libertadores e ajudar o Boca de Sergipe a conquistar o título. Vamos trabalhar e torcer para que tudo dê certo - disse Cauê.

Superclássico 'argentino'

Assim como o xará argentino, o Boca Júnior tem um rival chamado River Plate. O adversário nasceu na cidade de Carmópolis e foi criado justamente para formar o clássico com o Boca, porém o embate jamais foi realizado, nem em partidas amistosas. Acontece que as duas equipes nunca se encontraram na mesma divisão. Em um verdadeiro efeito gangorra, quando uma figura na elite, a outra labuta na segundona.

A realidade financeira dos rivais sergipanos não é tão parelha como a dos argentinos. Enquanto o Boca Júnior encontra dificuldades para conseguir patrocinadores e passa por dificuldades financeiras, o River é sustentado pela Prefeitura de Carmópolis, município de pomposos recursos vindos do petróleo que produz.

Confiança e River Plate (Foto: Filippe Araujo / Divulgação)Boca Júnior jamais enfrentou o rival River Plate-SE (Foto: Filippe Araujo / Divulgação)

Desde 2009, quando conquistou a Série A-2, o River Plate foi bicampeão sergipano da 1ª divisão e se tornou uma das principais equipes do futebol do estado. Já o Boca luta ano a ano, sem sucesso, para chegar ao mesmo patamar do rival. Caso consiga subir de divisão neste ano, Sergipe terá em 2013, pela primeira vez na história, o clássico entre River Plate e Boca Júnior.

Boca Itinerante

Boca Júnior caiu para a 2ª divisão em 2008 (Foto: Orlando Lacanna/Jogos Perdidos)Boca Júnior caiu para a 2ª divisão em 2008
(Foto: Orlando Lacanna/Jogos Perdidos)

Para conseguir maior êxito na busca por recursos financeiros, o Boca Júnior adotou a mesma estratégia do Barueri, que mudou para Prudente e depois retornou para Barueri para conseguir novos parceiros. O Boca, que nasceu em Cristinápolis, se transferiu há um ano e oito meses para a cidade de Estância, no sul de Sergipe.

- Foi uma mudança bastante produtiva para nós. Cristinápolis é um município pequeno, com pouco mais de 14 mil habitantes. Não nos oferecia uma estrutura adequada, não tínhamos apoio da prefeitura e do comércio local. Era bem mais complicado para conseguir patrocinadores. Quando mudamos nossa razão social para Estância as coisas começaram a mudar. É um município maior, que tem um comércio forte e também um estádio estruturado para mandarmos nossos jogos - disse Gilson Behar.

O Boca Júnior inicia a caminhada rumo à primeira divisão no próximo mês. A espera do time sergipano é que ele possa voltar a viver dias gloriosos no futebol local. O sonho é mudar de ritmo, saindo da melancolia do tango para se embalar em um alegre forró.

Boca Júnior sonha com dias melhores no futebol sergipano (Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM)Boca Júnior sonha com dias melhores no futebol sergipano (Foto: Felipe Martins/GLOBOESPORTE.COM)



Pai santista não influencia Fiuk, que elege Cássio 'o cara' do Corinthians

Fiuk cantor (Foto: Marcelo Hazan / Globoesporte.com)Fiuk está confiante no título do Corinthians
(Foto: Marcelo Hazan / Globoesporte.com)

"Tal pai, tal filho". O ditado é quase perfeitamente aplicado a Fábio Júnior e Fiuk. O filho seguiu o pai cantor e também é idolatrado pelas mulheres. Mas quando o assunto é futebol, os dois são rivais. Só o preto e o branco de Santos e Corinthians unem pai e filho, respectivamente.

Fiuk não foi influenciado por Fábio Júnior a virar santista, já que o pai não é fanático por futebol, assim como ele. Bem próximo de ver o Timão levantar a Libertadores pela primeira vez na sua história, diante do Boca Juniors, depois de eliminar justamente o Santos nas semifinais, o ator elege o goleiro Cássio como "o cara" do time.

- Não sou fissurado por futebol. Meu pai é santista, mas é como eu: não liga tanto. Mas temos de ganhar a primeira Libertadores, é merecido demais - diz Fiuk.

- O Cássio foi uma revelação. Nos últimos jogos o cara fechou com chave de ouro, foi a grande aparição do Corinthians. Se ganharmos, tem total mérito dele. É só rever as partidas para enxergar o tanto que ele já salvou - emenda o ator e cantor, que esteve nos estúdios da TV Tribuna para uma gravação do Criança Esperança, da TV Globo.

Em função da agenda atribulada, Fiuk não poderá ir ao Pacaembu nesta quarta-feira, às 21h50m, para acompanhar a decisão da competição continental, mas já armou uma reunião com os amigos para assistir o jogo que pode ficar marcado como o mais importante da história do Timão. Confiante no título, ele arrisca até um palpite.

- Eu ia falar 1 a 0, mas por pretensão vou dizer: 2 a 0 Coringão. Não importa quem faça, de qualquer jeito está valendo. O importante é o título - diz Fiuk.

Para levantar o troféu inédito, o Timão precisa de uma vitória por qualquer placar. Em caso de empate, a decisão do título vai para prorrogação. Persistindo a igualdade, o campeão da Libertadores de 2012 será conhecido na disputa de pênaltis. Tanto Fiuk como os milhões de bando de loucos esperam que o sofrimento não chegue a esse ponto.
 



Prestes a perder Castán, Tite diz que prioridade é manter elenco

leandro castan corinthians (Foto: Daniel Augusto JR / Agência Corinthians)Leandro Castán está de saída do Corinthians
(Foto: Daniel Augusto JR / Agência Corinthians)

Muito perto da decisão da Taça Libertadores, contra o Boca Juniors, quarta-feira, às 21h50m, no Pacaembu, o técnico Tite quer evitar entrar em detalhes sobre a saída de alguns jogadores após a partida. Apesar de o zagueiro Leandro Castan ter fechado com o Roma, o treinador diz que o foco está na final do torneio sul-americano e em manter os principais atletas no segundo semestre.

– Tem coisa muito mais importante para se falar, mas também não pauto ninguém. O que tenho, por parte da direção e dos atletas, é o pensamento no jogo. Nós queremos a manutenção do elenco com acréscimo de qualidade – disse.

O pedido do comandante, porém, não será atendido. O Timão tem problemas para segurar alguns jogadores. Castán, por exemplo, se apresentará dia 14 de julho ao clube italiano para fazer exames médicos. A saída dele deve render cerca de R$ 13,7 milhões aos cofres do clube paulista, dono de 100% dos direitos.

Castán não deve ser o único a sair. O volante Paulinho também vem sendo muito assediado por clubes europeus, mas a direção ainda tentará adquirir parte dos direitos dele junto ao Banco BMG e ao Audax-SP. O os atacantes Willian, Gilsinho e Liedson, o lateral-esquerdo Ramon e o meia Ramírez são outros próximos de deixarem o Alvinegro já no segundo semestre.

– Tenho a palavra da direção quanto à manutenção do grupo. Uma hora é Castán, em outra o Willian, o Tite, depois Antônio, aí vai todo o mundo embora. Nós estamos focados no nosso trabalho, sempre foi assim. Eu devo ter perdido uns cinco ou seis jogadores em cada vez que me perguntam sobre a saída de alguém – acrescentou o treinador.

A diretoria do Corinthians corre atrás de reforços para o Brasileirão. A prioridade do departamento de futebol é a contratação de um centroavante.

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